Histórias da Lua Cheia I

O Sistema Florais da Amazônia nasceu numa noite de Lua cheia, há quase 31 anos, tendo como co-criadoras Maria Alice Campos Freire e Isabel Barsé, que têm profunda sintonia com a Grande Floresta e grande conexão com a Natureza. Daquele tempo para cá, todo caminho percorrido com os Florais da Amazônia é composto por experiências e histórias especiais junto àqueles que se conectam a este Sistema. 

E para que essas histórias permanecessem vivas, Maria Alice começou a contá-las em Lives especiais – “Histórias da Lua Cheia” -, que acontecem uma vez ao mês nesta fase da Lua. E, a partir de agora, essas histórias também estarão registradas aqui no blog, assim você pode acessá-las sempre que quiser.

 

 

                                  COMO TUDO COMEÇOU 

   (desenvolvido a partir do vídeo publicado em junho de 2024)

 

O nascimento dos Florais da Amazônia veio de um chamado da Floresta, como uma resposta que ressoou em nossos corações, a uma entrega verdadeira ao serviço do cultivo da saúde e a uma profunda reverência à Selva Mãe.

Há mais de trinta anos, eu vivia na Floresta isolada de conexões externas, não tinha notícia de nada que estava acontecendo pelo mundo afora. Estava imersa no serviço do atendimento a pessoas com diversos tipos de necessidades, tanto físicas como emocionais, mentais e mesmo espirituais. E eu trabalhava com as plantas, utilizando suas propriedades terapêuticas.

Ali me acostumei a conviver com os mistérios daquele grande reino encantado, com todos os seus seres, alguns visíveis e outros invisíveis aos olhos de muitos. Fui aprendendo a identificar sinais que me chegavam das plantas, dos ventos, dos cânticos dos pássaros, da presença de animais específicos, muitos sinais. Pouco a pouco, alguns sinais começaram a fazer sentido, como mensagens vindas de uma dimensão diferente.

Naquele tempo a conexão era diretamente com o conteúdo destas mensagens. Não havia um questionamento sobre o processo em si, e sim apenas uma forte convicção de que era preciso dar ouvidos àqueles sinais e acompanhar o sentido que aquelas mensagens apontavam. Fui aprendendo a me render ao aspecto intuitivo do meu ser.

Um dia, num atendimento a uma pessoa, fui escutando o relato dela sobre si mesma, sobre seus processos e dificuldades. Fiquei pensando, procurando em minha lembrança uma planta, um remédio da natureza que pudesse responder à necessidade daquela pessoa. Não chegava nada na mente. Senti que ela precisava de um preparado de planta que atingisse diretamente a sua consciência. Então tive a revelação: a própria consciência da Floresta soprou no meu pensamento: “Olha, pega uma aguinha de nascente, pega umas florezinhas, vai conversando com elas, deixa o sol atuar liberando a essência delas, deixa um tempo, transforma em gotinhas e dá para essa pessoa”. 

Gostei dessa receita; comecei a experimentar em mim mesma, em algumas pessoas, e foi assim que a Terapia Floral se apresentou pra mim pela primeira vez. Pouco tempo depois, tive acesso a informações sobre o Dr. Bach. Um visitante vindo de São Paulo me presenteou com o livro Cura-te a Ti Mesmo, e eu descobri que a intuição havia conectado meu campo de consciência a uma corrente maior. 

Essa é uma parte da história de como tudo começou. Vários fatores foram se somando, juntando as pessoas e as forças que dariam origem aos Florais da Amazônia. E só muito tempo depois, fomos compreender o significado das diversas dimensões e seus campos de consciência.

                                                                                              Maria Alice

         

 

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