1ª LIVE DAS HISTÓRIAS DA LUA CHEIA (JULHO 2024) – ALEGRIA DOS ALPES
Hoje trago uma história bem especial, que se passou em umas montanhas muito lindas para onde viajei recentemente.
Há duas semanas, eu estava na Suíça e subi os Alpes em busca de um lugar com uma natureza bem expressiva e bela, para realizar uma vivência de sintonia com o campo de consciência das flores. Eu fiz essa viagem para trabalhar um pouco com a Terapia dos Campos de Consciência. Apresentar para os estudantes da nossa comunidade internacional dos Florais da Amazônia, como vem evoluindo e se ampliando o conceito de Terapia Floral e como hoje ele está contido neste conceito mais amplo. Hoje a Terapia de Campos de Consciência abrange, além dos florais, essências de outros Campos de Consciência da Natureza, de pedras, de ambientes, de águas, de sementes.
Então eu fui fazer uma vivência lá com o pessoal e, com minha amiga que me convidou para fazer esse trabalho, a gente resolveu ir lá para os Alpes. Eu senti o chamado de subir aquelas montanhas. Ela tinha contato com uma pessoa bem da terra, que cuida de animais e, nesta época do verão, ela vai lá pro alto dos Alpes e leva as vaquinhas para pastar livremente lá em cima da montanha.
Então, nós fomos nesta empreitada, subimos bastante até chegar no topo da primeira cadeia de montanhas, pegamos carro, teleférico e, finalmente, aqueles carrinhos de montanhês. Lá encontramos a mulher que nos conduziu. Quando chegamos na parte alta, estava cheio de flores bem pequenininhas, de todas as cores. Parecia um tapete de flores. Elas irradiavam uma intensa alegria que logo comunicou com o meu coração. Senti imediatamente, muito forte, uma coisa extraordinária!
Fomos olhar o lugar e concluímos que não era apropriado para levar um grupo porque era muito desafio para chegar até lá. Então resolvemos dar uma volta, desfrutar o ambiente. Afinal, havíamos feito todo aquele caminho e fomos recebidas por aquela natureza tão especial! Era preciso aproveitar.
A moça nos levou até a casinha dela, lá no topo das montanhas, bem pertinho das fontes de água que brotam naqueles Alpes silenciosos e belos, coroados de neve. Gente, eu tenho um cristal, que saiu de dentro de uma das fontes de água cristalina, que se espalha por toda aquela região, no lugar onde essa mulher vive e ela me deu de presente, um cristal muito abençoado.
Eu trazia comigo uma referência de que lá em cima dos Alpes nasce uma florzinha que se chama “Edelweis”, que é um ser muito especial que brota no tempo da neve. Existe uma ligação cultural do povo daquele lugar com essa florzinha, que remete a uma proteção; dizem que ela abençoa aquelas terras e sua gente, aqueles países. Ali tem uma fronteira com a Áustria e com a Alemanha. Eu estava ligada nisso.
A mulher, de nome Esther, nos acolheu em sua casinha, bem simples. Ela abriu uma porta interna que dava acesso à água corrente, recém saída da fonte, uma coisa maravilhosa. Sentamos à mesa, ela nos ofereceu um queijo que era dali, do leite daquelas vacas que ela põe para pastar lá em cima nessa época, tudo assim muito integrado à natureza, bem rústica.
Então ela começou a contar que estava vivendo um problema com os animais, porque um dono de vacas de leite, criava esses animais dentro de estábulos, encerrados em quadrados, só comiam no cocho, só ficavam ali dentro, não tinha lugar para elas andarem. E aí, o dono desses animais faleceu e os herdeiros não sabiam o que fazer, então pegaram essas vaquinhas e colocaram lá em cima das montanhas, e elas acabaram indo parar no lugar dela. Então essas vaquinhas ficaram desesperadas, quando chegaram ali naquele ambiente, porque não conheciam a natureza, só sabiam comer e beber no cocho, dentro de um espaço fechado. Quando foram colocadas nessa natureza, ficaram totalmente sem referência, desesperadas, não conseguiam comer nenhuma grama, nem beber aquela água maravilhosa, cristalina, que corria ali. Ficaram tão enlouquecidas que não tinham parâmetro nem para caminhar. A Esther nos contou que não conseguia dormir, pensando no sofrimento desses animais e, como disseram para ela que eu era uma pessoa que trabalhava com remédios naturais e rezas, ela pediu se eu poderia fazer alguma coisa para ajudar aqueles animais.
Aí, eu tive uma inspiração… pensei logo na alegria que senti ao chegar ali, ao entrar em contato com aquele tapete de flores pequeninas e multicoloridas e também de pequenos cogumelinhos. Isso contrastava com a inadequação daqueles animais àquele ambiente. Porque eles não conseguiam sentir aquela força tão boa, tão leve, tão vitalizante? E se a gente produzisse uma essência com o campo de consciência daquele ambiente, juntando todas aquelas florezinhas e cogumelinhos e colocando naquela água cristalina?! Talvez poderia ser o bom remédio para aqueles animais.
Estávamos em quatro pessoas: a Esther – dona do lugar, sua mãe – a Ana, eu e a Bárbara, minha amiga que me convidou para fazer esse trabalho lá, Partimos para a coleta, e imediatamente nos arrebatou uma enorme alegria, ríamos e cantávamos como crianças livres e soltas. Fomos coletando as flores e os pequenos fungos, cada uma mais linda que a outra, e fomos colocando numa tigela de vidro com a água coletada ali mesmo. Aquela tigela foi ficando tão especial… olhávamos para ela e a sentíamos como um foco de irradiação de bem estar, de paz, de beleza de alegria.
O tempo estava mudando e resolvemos descer a montanha. Combinamos com a Esther que ela iria mais tarde pegar o floral; eu expliquei para ela os procedimentos. Só que veio uma chuva, uma tormenta, e ela ficou sem saber se ia lá tirar as flores, se a chuva iria derrubar tudo que a gente tinha posto, se iria transbordar. Ligou para nós pedindo orientação. Mas eu senti que deveria deixar, pois tudo que estava acontecendo naquela natureza, inclusive aquela chuva, pertencia àquele campo de consciência que nos trouxe tanta alegria, No dia seguinte cedinho ela foi lá e disse que a cuia d’água, com as flores que colocamos, estava intacta, como se não tivesse chovido ali, naquele lugar específico onde estavam, como se alguém tivesse posto um guarda-chuvinha. Porque eu tinha dito para pegarmos toda a irradiação de dia com Sol, chuva, vento, noite, Lua. Ela colheu essa essência no outro dia, levou para nós e preparamos o estoque e a solução de uso. Tive a ideia de colocar num spray e batizamos a essência de “Joy of the Alps” (Alegria dos Alpes). O entendimento que chegou foi o de ativar o campo de consciência daqueles animais com a alegria daquelas flores para começarem a se integrar. Ela borrifou o floral e as vaquinhas foram se acalmando e com três dias já estavam bem, andando, deitando na relva da montanha, algo extraordinário.
Depois disso, fizemos muitos trabalhos com essa fórmula floral, porque quando fomos fazer nossa vivência, abrimos com Joy of the Alps, que traz a essência desse ambiente que coroa aquele lugar, aquela cultura, aquele país e as pessoas. Aquelas montanhas são a principal referência para eles, de pátria, de terra, de lar, de aconchego. Um lugar que passa grande parte do ano nevado, quando nascem as Edelweiss, nos lugares mais altos, as únicas flores desse tempo. E no verão, a montanha se mostra para as pessoas e irradia aquela alegria através de grande variedade de flores e fungos. Esse floral foi muito especial, pois abriu um trabalho profundo para esse pessoal, um resgate, uma liberação. E as vaquinhas ficaram totalmente integradas.
Essa família, mãe e filha, ficaram tão impressionadas que foram estudar com a gente, participaram do nosso workshop, uma vivência de escuta dos campos de consciência da Natureza, e nós fomos para um outro lugar onde elas nos levaram. Elas aderiram em cheio à nossa proposta de ficar recebendo essas emanações desses campos de consciência puros, de beleza, de frequência muito elevada para irradiar para quem está precisando. Foi muito lindo, porque começamos a cura pelos animais, pois são os seres que, na verdade, ficam ali naqueles lugares, comem as flores e vivem nessa conexão. Então os animais que não conseguiam se relacionar com o lugar, se conectaram a partir do floral.
Apesar dos tempos obscuros que a Europa passou, pudemos encontrar nesse lugar a frequência de felicidade genuína, de alegria mesmo, um processo muito especial que vivemos ali. O floral foi uma semente que soltamos naquelas montanhas, para os animais e pessoas que vivem abençoados por elas, mas que não estavam sendo beneficiados por essa cura. Foi um processo muito especial que vivenciamos e que abriu um novo portal para essas pessoas e animais.

